quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Má Formação do Profissional de Educação


As amarelinhas da revista VEJA dessa semana (edição 2088-26/11/20o8) entrevistou a antropóloga Eunice Durham, 75 anos, uma das maiores especialistas em ensino superior brasileiro e revela que os cursos de pedagogia perpertuam o péssimo ensino nas escolas, pois são incapazes de formar bons professores.
Há cinqüenta anos ela trabalha no Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo, foi secretária de política educacional do Ministério da Educação (MEC) no governo FHC e há vinte anos se dedica a produzir pesquisas de bom nível sobre a universidade brasileira.
Segundo Durham, as faculdades de pedagogia valorizam a teoria e menosprezam a prática, recebem futuros profissionais com grandes limitações elementares tais como a de escrever textos sem cometer erros de ortografia simples e a de nem consequirem expor conceitos científicos de média complexibilidade e os lançam no mercado de trabalho sem ter corrijido essas deficiências, porque o seu objetivo principal é fazer com que os candidatos a professor apliquem conhecimentos filosóficos, antropológicos, históricos e econômicos à educação, totalmente adversos às necessidades reais das escolas e absurdas diante dos estudantes universitários tão pouco preparados. Ao invés de ensinarem os aspirantes a dar aulas, os expoêm a uma coleçaõ de jargões que são reproduzidos quando chegam às escolas para iniciarem suas atividades.
Durham afirma que os professores não sabem nem como iniciar suas tarefas mais básicas, não admitem que o ensino no Brasil é ruim, porque eles mesmos não estão preparados para desempenhar a sua função e atribuem o fiasco a fatores externos; culpam o governo de não lhes prover a formação necessária e que ganham pouco. Ela atribui aos sindicatos o culto ao absenteísmo (falta ao trabalho ) sem que haja perda ou desconto de salário em função do corporativismo existente e para piorar a situação, os maus profissionais não podem ser demitidos.
É notório que as faculdades particulares de baixa renda tem o foco nos estudantes menos escolarizado, elas formam maus profissionais que dificilmente irão concorrer a um bom emprego, o que importa é manter o aluno pagando, mas cabe perceber que mesmo mal formados, esses estudantes levam vantagem sobre os outros que jamais cursaram uma universidade, ainda que tenham adquirido muito pouco conhecimento, essa é a lógica típica de países em desenvolvimento, como o Brasil, onde o diploma de ensino superior independentemente da qualidade pesa muito. A experiência mostra que essas faculdades ruins passam a ser menos procuradas e boa parte acaba desaparecendo a proporção que a população se torna mais escolarizada e o mercado de trabalho mais exigente.
Há a necessidade de reformular inteiramnete as faculdades de pedagogia, repensá-las, e assim mudar a posição do Brasil nos rankings internacionais de ensino, neles estamos sempre entre os piores países do mundo em educação, conclui Eunice Durham.

Um comentário:

Benedito Junior disse...

Caro colega leitor, obrigado pelo carinho ao fazer a leitura dos textos, mas infelizmente, apesar de tanto cuidado na redação passam muitos erros que são somente percebidos depois de editados.No texto Diário de Leitura há vários erros de digitação que ficam claro que são erros de digitação. Não poderia em momento algum deixar de me retratar no texto Má formação do Profissional de Educação que aborda a deficiência de escrever textos sem erros e justamente nele há um erro de ortografia. Ao identificá-lo me desculpe e prometo revisar muito mais antes de publicá-los. Valeu, obrigado !!